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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

DIRETRIZES PARA A PILCHA GAÚCHA


ATENÇÃO PARA AS NOVAS DIRETRIZES PARA O USO DA PILCHA:

Art. 1º - O Movimento Tradicionalista Gaúcho, cumprindo o que determina o parágrafo
único do Art. 1º da Lei n° 8.813 de 10 de janeiro d e 1989, reunido em Convenção Ordinária,
na cidade de Taquara, no mês de julho do ano de 2011, resolveu alterar as DIRETRIZES para
a pilcha gaúcha, com fim de complementá-las e torná-las mais claras.
Art. 2º - DA PILCHA PARA ATIVIDADES ARTÍSTICAS E SOCIAIS:
Indumentária a ser utilizada nas atividades cotidianas, apresentações artísticas e
participações sociais, tais como bailes, congressos, representações, etc.
I - PILCHA MASCULINA
a) BOMBACHAS:
1) Tecidos: brim (não jeans), sarja (lã), linho, algodão, oxford, microfibra.
2) Cores: claras ou escuras, sóbrias ou neutras, tais como marrom, bege, cinza,
azul-marinho, verde-escuro, branca, fugindo as cores agressivas,
fosforescentes, fugindo das cores contrastantes e cítricas, como vermelho,
amarelo, laranja, verde-limão, cor-de-rosa.
3) Padrão: liso, listradinho e xadrez discreto.
4) Modelo: cós largo sem alças, dois bolsos na lateral, com punho abotoado no
tornozelo.
5) Favos: O uso de favos e enfeites de botões (devem ser do tamanho daqueles
utilizados nas camisas, vedados os de metal) depende da tradição regional. As
bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Quando usar favos,
deverão ser da mesma cor e tecido da bombacha. Os desenhos serão idênticos
em uma e outra perna
6) Largura: com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da
cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombachas no tamanho 40,
automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de
40 cm de tal forma que não seja confundida com uma calça.
7) Uso: As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas
8) Vedações: É vedado o uso de bombachas plissadas e coloridas.
b) CAMISA:
1) Tecido: preferencialmente algodão, tricoline, viscose, linho ou vigela, microfibra(
não transparente), oxford.
2) Padrão: liso ou riscado discreto
3) Cores: sóbrias, claras ou neutras, preferencialmente branca. Evitando cores
agressivas e contrastantes.
4) Gola: social (ou seja, abotoada na frente, em toda a extensão, com gola atual,
com punho ajustado com um ou mais botões).
5) Mangas longas: para ocasiões sociais ou formais, como festividades,
cerimônias, fandangos, concursos.
6) Mangas curtas: para atividades de serviço, de lazer e situações informais.
7) Camiseta de malha ou camisa de gola pólo: exclusivamente para situações
informais e não representativas. Podem ser usadas com distintivo da Entidade,
da Região Tradicionalista e do MTG.
8) Vedações: Vedado o uso de camisas de cetim e estampadas.
c) BOTAS:
1) Material: de couro liso
2) Cores: preto, marrom (todos os tons) ou couro sem tingimento.
3) Cano: a altura do cano varia de acordo com a região. Normalmente o cano vai
até o joelho.
4) Solado: o solado deve ser de couro, podendo ter meia sola de borracha ou latex.
A altura máxima de um centímetro.(entra em vigor em 1º de janeiro de 2012).
5) Botas “garrão de potro”: são utilizadas exclusivamente com trajes de época.
6) Vedações: é vedado o uso de botas brancas. Proibidos quaisquer tipos de
bordados ou palavras escritas nas botas.
d) COLETE:
1) Uso: se usar paletó poderá dispensar o colete.
2) Modelo: tradicional, sem mangas e sem gola, com uma única carreira de botões
na frente, podendo ser abotoado, ou não. Com a parte posterior (costas) de
tecido leve, ajustado com fivela, de uma cor só, no comprimento até a altura da
cintura.
3) Cor: da mesma cor das bombachas, podendo ser tom sobre tom.
4) Tecido: mesmo tecido e cor das bombachas.
e) CINTO (GUAIACA):
1) Material: de couro.
2) Guaiacas: de uma a três guaiacas internas ou não.
3) Fivelas: uma ou duas fivelas frontais com, no mínimo, sete cm de largura.
4) Cinto de couro cru: com ou sem guaiacas, mas sempre com uma ou duas fivelas
frontais com, no mínimo, sete cm de largura.
5) Vedação: Cinto com rastra (enfeite de metal com correntes na parte frontal).
f) CHAPÉU:
1) Material: de feltro ou pelo de lebre.
2) Abas: a partir de 6 cm.
3) Copa: de acordo com as características regionais.
4) Barbicacho: de couro ou crina, podendo ter algum enfeite de metal e, ou fivela
para regulagem.
5) Vedação: é vedado o uso de boinas e bonés.
g) PALETÓ:
1) Uso: usado especialmente para ocasiões formais.
2) Cor: A combinação de cor, com as bombachas, deve ser harmoniosa, evitando
cores contrastantes.
3) Vedações: é vedado o uso de túnicas militares substituindo o paletó.
h) LENÇO:
1) Cores: vermelho, branco, azul, verde, amarelo e carijó (nas cores citadas e
ainda, marrom e cinza).
2) Tamanho: no caso do uso com algum tipo de nó, com a medida de 25 cm a partir
deste. Com o uso do passador de lenço, com a medida de 30 cm a partir deste.
3) Passadores: de metal, couro ou osso.
i) FAIXA:
1) Uso: opcional.
2) Cor: lisa, na cor vermelha ou preta de for de lã. Bege cru se for de algodão.
3) Largura:, de 10 a 12 cm.
j) PALA:
1) Uso: opcional.
2) Tamanho: tamanho padrão, com abertura na gola.
3) Opções: poderá ser usado no ombro, meia-espalda, atado da direita para a
esquerda, com todos os trajes.
k) ESPORAS:
1) Uso: trata-se de peça utilizada nas lides campeiras. É admissível o uso nas
representações coreográficas de danças tradicionais.
2) Vedação: é vedado o uso em bailes e fandangos.
l) FACA:
1) Uso: é opcional, para grupos adultos, veteranos e no ENART, nas
apresentações artísticas.
2) Tamanho: de 15 a 30 cm de lâmina
3) Vedação: é vedado o uso nas atividades sociais, exceto apresentações
artísticas.
II - PILCHA FEMININA
a) SAIA E BLUSA OU BATA:
1) Saia: com a barra no peito do pé, godê, meio-godê ou em panos.
2) Blusa ou bata: de mangas longas, três quartos ou até o cotovelo (vedado o uso
de “boca de sino” ou “morcego”), decote pequeno, sem expor os ombros e os
seios, podendo ter gola ou não.
3) Bordados e pinturas: se utilizados, devem ser discretos. As pinturas com tintas
para tecidos.
4) Tecidos: lisos. Nas Blusas ou batas, mais encorpados.
5) Cores: escolher cores harmoniosas e lisas, esquecendo as cores fortes,
proibidas as cores berrantes e fosforescentes.
6) Cuidados: Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a
mesma classe social do homem.
7) Vedações: enfeites dourados, prateados, pinturas à óleo e purpurinas.
b) SAIA E CASAQUINHO:
1) Saia: com a barra no peito do pé, godê, meio-godê ou em panos.
2) Casaquinho: de mangas longas (vedado o uso de mangas “boca de sino” ou
“morcego”), gola pequena e abotoado na frente.
3) Bordados e pinturas: se utilizados, devem ser discretos. As pinturas com tintas
para tecidos.
4) Tecidos: lisos. Nas Blusas ou batas, mais encorpados.
5) Cores: escolher cores harmoniosas e lisas, esquecendo as cores fortes,
proibidas as cores berrantes e fosforescentes.
6) Cuidados: Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a
mesma classe social do homem.
7) Vedações: enfeites dourados, prateados, pinturas à óleo e purpurinas.
8) Roupa de época: a saia deve ser lisa. O casaquinho poderá ter bordados
discretos.
c) VESTIDO:
1) Modelo: Inteiro e cortado na cintura ou de cadeirão ou ainda corte princesa com
barra da saia no peito do pé, corte godê, meio-godê, franzido, pregueado, com
ou sem babados.
2) Mangas – longas, três quartos ou até o cotovelo, admitindo-se pequenos
babados nos punhos, sendo vedado o uso de “mangas boca de sino” ou
“morcego”.
3) Decote – pequeno, sem expor ombros e seios.
4) Enfeites – de rendas, bordados, fitas, passa-fitas, gregas, viés, transelim,
crochê, nervuras, plisses, favos. É permitida pintura miúda, com tintas para
tecidos. Não usar pérolas e pedrarias, bem como, os dourados ou prateados e
pintura a óleo ou purpurinas.
5) Tecidos - lisos ou com estampas miúdas e delicadas, de flores, listras, petit-poa
e xadrez delicado e discreto. Podem ser usados tecidos de microfibra, crepes,
oxford. Não serão permitidos os tecidos brilhosos, fosforescentes, transparentes,
slinck, lurex, rendão e similares.
6) Cores – devem ser harmoniosas, sóbrias ou neutras, evitando-se contrastes
chocantes. Não usar preto, as cores da bandeira do Brasil e do RS
(combinações)
7) Na categoria mirim: não usar cores fortes (ex: marrom, marinho, verde escuro,
roxo, bordô, pink, azul forte).
d) SAIA DE ARMAÇÃO:
1) Modelo: Leve e discreta, se tiver bordados, estes devem se concentrar nos
rodados da saia, evitando-se o excesso de armação.
2) Cor: branca.
3) Comprimento: deve ser inferior ao do vestido.
e) BOMBACHINHA:
1) Modelo: de tecido, com enfeites de rendas discretas.
2) Cor: Branca
3) Cumprimento: abaixo do joelho, sempre mais curta que o vestido.
f) MEIAS:
1) Cor: branca ou bege
2) Cumprimento: longas o suficiente para não permitir a nudez das pernas.
g) SAPATOS e BOTINHAS:
1) Cores: preta, marrom (vários tons de marrom) e bege.
2) Salto: de até 5 centímetros.
3) Modelo: com tira sobre o peito do pé, que abotoe do lado de fora.
4) Vedações: proibido o uso de sandálias e sapatos abertos.
h) CABELOS:
1) Arrumação: podem ser soltos, presos, semi-presos ou em tranças. Para prendas
adultas e veteranas é permitido o coque.
2) Enfeites: com flores naturais ou artificiais, pequeno passador (travessa) para
prendas adultas e juvenis.
3) Vedação: vetados os brilhos, purpurinas e peças de plástico.
i) MAQUIAGEM:
Discreta, de acordo com a idade e o momento social.
j) JÓIAS:
1) Cuidados: devem ser sempre discretas, de acordo com a idade, a classe e o
momento social.
2) Uso da pérola: São permitidas as jóias e semi-jóias com uso de pérolas, nas
cores branco, rosado, creme e champanhe, nos brincos, anéis e camafeus.
3) Uso de Pedras: permitido, desde que sejam discretas.
k) OBSERVAÇÕES:
1) A Categoria Mirim (masculino e feminino) usará pilcha de acordo com o que
prescreve o “Livro de Indumentárias”, editado pelo MTG.
2) Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a mesma classe
social e a mesma época retratada na indumentária do homem.
Ar. 3º - DA PILCHA PARA ATIVIDADES CAMPEIRAS:
Indumentária a ser utilizada nas atividades campeiras, tais como rodeios, cavalgadas,
desfiles e outras lidas.
I - PILCHA MASCULINA
a) BOMBACHAS:
1) Tecidos: brim (não jeans), sarja (lã), linho, algodão, oxford, microfibra.
2) Cores: claras ou escuras, sóbrias ou neutras, tais como marrom, bege, cinza,
azul-marinho, verde-escuro, branca, fugindo as cores agressivas, fosforescentes,
fugindo das cores contrastantes e cítricas, como vermelho, amarelo, laranja,
verde-limão, cor-de-rosa.
3) Padrão: liso, listradinho e xadrez discreto.
4) Modelo: cós largo sem alças, dois bolsos na lateral, com punho abotoado no
tornozelo.
5) Favos: O uso de favos e enfeites de botões (devem ser do tamanho daqueles
utilizados nas camisas, vedados os de metal) depende da tradição regional. As
bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Quando usar favos,
deverão ser da mesma cor e tecido da bombacha. Os desenhos serão idênticos
em uma e outra perna
6) Largura: com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da
cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombachas no tamanho 40,
automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de
40 cm de tal forma que não seja confundida com uma calça.
7) Uso: As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas
8) Vedações: É vedado o uso de bombachas plissadas e coloridas.
b) CAMISA:
1) Tecido: preferencialmente algodão, tricoline, viscose, linho ou vigela, microfibra(
não transparente), oxford.
2) Padrão: liso ou riscado discreto
3) Cores: sóbrias, claras ou neutras, preferencialmente branca. Evitando cores
agressivas e contrastantes.
4) Gola: social (ou seja, abotoada na frente, em toda a extensão, com gola atual,
com punho ajustado com um ou mais botões).
5) Mangas: longas ou curtas.
6) Camiseta de malha ou camisa de gola pólo: exclusivamente para situações
informais e não representativas. Podem ser usadas com distintivo da Entidade,
da Região Tradicionalista e do MTG.
7) Uso: sempre por dentro das bombachas.
8) Vedações: Vedado o uso de camisas de cetim e estampadas.
c) BOTAS:
1) Material: de couro liso
2) Cores: preto, marrom (todos os tons), amarelo(baia) ou couro sem tingimento.
3) Cano: a altura do cano varia de acordo com a região. Normalmente o cano vai
até o joelho.
4) Solado: o solado pode ser de couro ou borracha com altura máxima de um
centímetro. (em vigor a partir de 1º de janeiro de 2012).
5) Vedações:
- o uso de botas brancas;
- as fabricadas de borracha ou lona;
- quaisquer tipos de bordados ou palavras escritas nas botas;
- dobrar o cano da bota.
d) CINTO (GUAIACA):
1) Material: de couro.
2) Guaiacas: de uma a três guaiacas internas ou não.
3) Fivelas: uma ou duas fivelas frontais com, no mínimo, sete cm de largura.
4) Cinto de couro cru: com ou sem guaiacas, mas sempre com uma ou duas fivelas
frontais com, no mínimo, sete cm de largura.
5) Vedação: Cinto com rastra (enfeite de metal com correntes na parte frontal).
e) CHAPÉU:
1) Material: de feltro ou pelo de lebre.
2) Abas: a partir de 6 cm.
3) Copa: de acordo com as características regionais.
4) Barbicacho: de couro ou crina, podendo ter algum enfeite de metal e, ou fivela
para regulagem.
5) Vedação: chapéus de couro, palha, ou qualquer material sintético. É vedado o
uso de boinas e bonés
f) LENÇO:
1) Cores: vermelho, branco, azul, verde, amarelo e carijó (nas cores citadas e
ainda, marrom e cinza).
2) Tamanho: no caso do uso com algum tipo de nó, com a medida de 25 cm a partir
deste. Com o uso do passador de lenço, com a medida de 30 cm a partir deste.
3) Passadores: de metal, couro ou osso.
g) FAIXA:
1) Uso: opcional.
2) Cor: lisa, na cor vermelha ou preta de for de lã. Bege cru se for de algodão.
3) Largura:, de 10 a 12 cm.
h) FACA:
1) Uso: é opcional para todas as categorias, vedado para a prova de gineteada e
para menores de 15 anos de idade.
2) Tamanho: de 15 a 30 cm de lâmina
i) TIRADOR:
1) Uso: opcional, exceto para pealar.
2) Modelo: substituirá o cinto quando tiver um reforço na parte superior (cintura)
imitando um cinto, com ou sem guaiacas e com, no mínimo, uma fivela de
tamanho grande (5 a 7cm).
j) ESPORAS:
1) Uso: obrigatório para as categorias de rapaz, peão, senhor e veterano.
Facultativo para as demais categorias.
2) Cuidado: Sempre usadas nos calcanhares.
3) Vedação: as rosetas pontiagudas.
II - PILCHA FEMININA
a) BOMBACHAS:
1) Tecidos, cores e Padrão: igual às masculinas.
2) Modelo: Pode ser de estilo feminino, ou seja, com abotoaduras laterais, com ou
sem bolsos.Com punho abotoado no tornozelo.
3) Favos: opcional. O uso de favos e enfeites de botões (devem ser do tamanho
daqueles utilizados nas camisas, vedados os de metal) depende da tradição
regional. As bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Quando
usar favos, deverão ser da mesma cor e tecido da bombacha. Os desenhos
serão idênticos em uma e outra perna.
4) Largura: A largura das bombachas, na altura da perna, será, aproximadamente,
a mesma largura da cintura.
5) Uso: As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas
6) Vedações: É vedado o uso de bombachas plissadas, bordadas, com pregas
costuradas e coloridas.
b) CAMISA:
1) Corte: pode ter características femininas, inclusive com rendas, babados, etc.
2) Tecido, padrão, cores, gola, mangas: igual às masculinas
3) Camiseta de malha ou camisa de gola pólo: exclusivamente para situações
informais e não representativas. Podem ser usadas com distintivo da Entidade,
da Região Tradicionalista e do MTG.
4) Uso: sempre por dentro das bombachas.
5) Vedações: Vedado o uso de camisas de cetim e estampadas.
c) BOTA: mesmas características da masculina.
d) CINTO (GUAIACA):
1) Uso: opcional.
2) Características: mesmas do cinto masculino.
e) CHAPÉU:
1) Características: mesmas do masculino, inclusive para o barbicacho.
2) Vedação: chapéus de couro, palha, ou qualquer material sintético. É vedado o
uso de boinas e bonés.
f) LENÇO:
1) Uso: opcional.
2) Características: mesmas do masculino.
g) FAIXA:
1) Uso: opcional.
2) Características: mesmas do masculino.
h) FACA:
1) Uso: opcional.
2) Características: mesmas do masculino.
i) TIRADOR:
1) Uso: opcional, exceto para o pealo.
2) Características: mesmas do masculino.
j) ESPORAS:
1) Uso: opcional.
2) Características: mesmas das masculinas.
k) OBSERVAÇÃO: Aconselha-se que, quando a prenda for montar com vestido ou
saia, ela use o selim e não as montarias convencionais.
Art. 4º - DA PILCHA PARA A PRÁTICA DE ESPORTES
I - PILCHA MASCULINA
a) Obedece as prescrições da pilcha masculina para as atividades campeiras.
b) O uso do chapéu é opcional em todas as situações.
c) É vedado o uso de boinas e bonés.
d) É vedado o uso da faca.
II - PILCHA FEMININA
a) Obedece as prescrições da pilcha feminina para as atividades campeiras, sendo
permitido o uso dos demais trajes femininos descritos nestas diretrizes.
b) O uso do chapéu é opcional em todas as situações.
c) É vedado o uso de boinas e bonés.
d) É vedado o uso da faca.
Art. 5º - INDUMENTÁRIA ALTERNATIVA FEMININA:
I - Conforme determinação da Convenção Tradicionalista Gaúcha, cada Região
Tradicionalista poderá definir trajes alternativos para uso feminino a serem
utilizados nas seguintes ocasiões:
a) Para situações de trabalho e ou informais;
b) Nas atividades campeiras, participação em eventos campeiros, seja como
concorrente, atividades de organização e serviço de secretaria nos rodeios;
c) Nas atividades esportivas e para a prática dos esportes campeiros tradicionais;
d) Nas atividades ligadas ao CTG núcleo de fortalecimento da cultura gaúcha,
quando a atividade for realizada em áreas externas;
e) Na fase campeira do Entrevero Cultural de Peões;
f) Para atividades festivas diurnas (sem baile) nos CTGs e FECARS;
g) Para exclusiva visitação em eventos como o ENART, Rodeios Artísticos,
Festejos Farroupilhas e outros.
II – Estes trajes não poderão ser utilizados nas seguintes ocasiões:
a) Em situações que tenham caráter de formalidade;
b) Em competições artísticas e, ou culturais,
c) Em palestras, cursos tradicionalistas, seminários;
d) Nas reuniões do Conselho Diretor, de Coordenadores, Encontros Regionais;
e) Na Ciranda Cultural de Prendas, e no Entrevero Cultural de Peões, exceto na
parte campeira;
f) No ENART, quando for concorrente, avaliadora ou apresentadora de palco;
g) Nos Congressos e Convenções Tradicionalistas;
h) Em bailes, fandangos e domingueiras.
III – Características gerais dos trajes alternativos:
a) Vestimenta assemelhada ao vestido, com ou sem casaquinho;
b) Saias calças com peça sobreposta que imite saia;
c) Camisa com ou sem botões dianteiros, com ou sem gola;
d) O calçado será sapatilha, botinha ou bota tradicional
IV – Situações especiais:
a) A BOMBACHA FEMININA é um traje alternativo para ser usado apenas em
eventos campeiros, esportivos, ou como uniformes para grupos de dança nas
situações informais.
b) OS ABRIGOS não substituem os trajes alternativos. Eles somente serão
utilizados como uniformes das entidades, para passeios ou situações informais.
V – A aprovação dos trajes alternativos:
a) As regiões tradicionalistas poderão criar trajes alternativos para uso feminino,
aprovando-os em primeira instância nos Encontros Regionais;
b) Os trajes aprovados no nível regional serão encaminhados à Diretoria do MTG
que, após parecer da Vice-presidência de Cultura, os apresentará para análise e
aprovação, ou não, no Conselho Diretor;
c) Os trajes aprovados pelo Conselho Diretor poderão ser utilizados pela RT
proponente e por qualquer tradicionalista, nas situações descritas nestas
diretrizes;
d) Qualquer RT poderá adotar o uso de traje proposto por outra RT, depois de
comunicar à Diretoria do MTG.
VI – O registro dos trajes alternativos aprovados
a) A diretoria do MTG é responsável pelos registros dos trajes aprovados, na Vicepresidência
de Cultura;
b) Após o registro, a Diretoria disponibilizará, no site do MTG, a descrição do traje
aprovado;
c) Até julho de 2011 foram aprovados trajes alternativos propostos pelas 1ª, 4ª, 5ª,
6ª e 13ª RTs.
Art. 6º - É vedado o uso de “piercing”, brincos e outros adereços metálicos ou não,
encravados na pele por parte dos peões, assim como o uso de “piercing” exposto, também
pelas prendas. Vedados, igualmente, as tatuagens expostas, em qualquer parte do corpo.
Art. 7º - Estas diretrizes entram em vigor nesta data.
Taquara, RS - 76ª Convenção Tradicionalista Gaúcha – 29 de julho de 2011.


Fonte: Site Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Dicas para o Desmame de Potros


A primeira pergunta que nos vem a mente quando se trata de desmame de potros é: Existe realmente a necessidade de desmamá-los? Na verdade não se trata de urna prática incondicional, ela vai ocorrendo naturalmente à medida que o potro chega ao seu primeiro ano de vida. A produção de leite, bem como sua qualidade, vão declinando com os meses e a égua tende a rejeitar o potro gradativamente.
São consideradas três importantes razões para o procedimento do desmame: primeira, evitar o desgaste da égua que foi fecundada nos primeiros cios após a parição (a demanda de nutrientes e minerais é muito maior no caso da gestação concomitante à lactação); segunda, quando o potro apresenta bom desenvolvimento e a posição adotada no ato de mamar já compromete seus aprumos; e finalmente para os casos de reprodutoras idosas ou desgastadas e para os potros que irão iniciar condicionamento (exposições ou trabalho), onde há necessidade de manejo alimentar criterioso. Adotado o procedimento da desmama, surge nova dúvida: Como fazê-lo?
O desmame representa privação, ausência, mudança e quando realizado de maneira abrupta. se transforma para O potro num acontecimento desastroso”. Muitas são as novas situações às quais ele deve se adaptar. Há perda de peso pela falta do leite e mudança alimentar; diversos ferimentos ao tentar reencontrar a mãe e. principalmente. uma susceptibilidade maior as infecções devido à queda de resistência orgânica que todo esse estresse causa.
Para atenuar esse quadro, adota-se um desmame racional onde as mudanças são lentas e progressivas, permitindo que o potro se adapte à nova alimentação e ao convívio mais intenso com o homem e outros animais que não a sua mãe.
Muitas das orientações a seguir referem-se ao caso de um haras com vários potros, onde é necessário ter um sistema de desmame planejado, mas, se você tem um ou dois potros em sua propriedade e quer saber qual t melhor maneira de desmamá-los poderá adaptar essas recomendações à sua realidade, sempre tentando diminuir o trauma que essa separação representa.
Seguem algumas dicas pata ajuda-lo a realizar o desmame dos potros de uma maneira coerente; algumas variações do procedimento racional e alguns cuidados com a alimentação, crescimento, vacinações, vermifugações, aprumos e manejo em geral.

ANTES DO DESMAME
1. Nos sistemas de criação a campo, onde os lotes de animais permanecem dia e noite soltos, a partir de vinte dias de idade, o potro com perfeita saúde já pode dormir no piquete, mesmo no inverno. A baia fica restrita a potros que apresentem algum problema e por isso necessitem de cuidados intensivos.
2. Manter os potros a campo é mais econômico, higiênico e saudável. As brincadeiras e correrias desenvolvem melhor a musculatura. Eles adquirem maior resistência às infecções, especialmente àquelas da esfera respiratória.
3. Para as regiões de condições climáticas muito severas onde há exigência da restrição em baia durante a noite, é importante manter uma perfeita higiene dessa instalação e conservar a cama (revestimento do piso) sempre bem limpa e seca.
4. Os contatos do potro com seu tratador já se estabelecem nos primeiros momentos de vida quando se realiza a desinfecção de seu umbigo. E um bom procedimento de manejo, colocar no potrinho um cabresto e, delicadamente fazer com que ele se acostume ao contato humano e obedeça aos comandos.
5. Desde o nascimento do potro, quinzenalmente é importante verificar o peso, a altura e os aprumos de seus membros locomotores. Esses aspectos devem ser observados e corrigidos. permanecendo atualizados por ocasião do desmame.
6. A vermifugação mensal a partir dos trinta dias de idade, com produtos sabidamente eficazes (vacinação contra tétano, encefalomielite leste e oeste, gripe, garrotilho e/ou outras vacinas conforme necessidade regional ou do próprio haras), devem ser procedimentos de rotina a partir do nascimento do potro.
7. Quanto ao casqueamento, o início e sua periodicidade estão na dependência de cada animal individualmente. E preciso verificar se existem defeitos nos aprumos (com desgaste desigual dos cascos) e qual à gravidade deles. As correções devem ser realizadas sob orientação técnica para que essa condição não se agrave à medida que o potro se desenvolve.
8. Com o passar dos meses, a produção de leite da égua declina em qualidade e quantidade. Para um desenvolvimento perfeito do potro, existe a necessidade de uma suplementação alimentar. A maneira mais usual é começar a oferecer, a partir de um mês de idade, ração para potros, seja em local de acesso exclusivo aos potros ou simplesmente em cocho separado da égua.

CÓLICAS

As cólicas começam por uma dor abdominal de origem situada quase sempre no nível do tubo digestivo. O cavalo tem dor de barriga, "Raspa" o sol com as mãos, dá coices, olha o flanco, se agita, se deita, se rola, transpira, se mantém em posição de urinar ou defecar, exterioriza o pênis (caso do macho), Fica em posição de cão sentado e apresenta os olhos vermelhos. Mesmo se na maioria dos casos, elas se resolvem rapidamente, as cólicas são em todo o caso, causas freqüentes de mortalidade.
Para entender melhor as causas das cólicas, temos que conhecer a anatomia do cavalo que não foi nenhum presente na concepção do tubo digestivo! Entender essa anatomia nos permitirá de entender melhor os diversos tipos de cólica e suas origens.
Os estômago do cavalo apresenta duas particularidades: ele é muito pequeno em comparação ao cavalo adulto (o seu volume não passa os 15 - 16 litros) e sua entrada é formada de um esfíncter chamado cárdia que permanece sempre fechado impedindo o refluxo, qualquer regurgitação (volta dos alimentos à boca para melhor mastigação) de gás ou liquido: assim o cavalo não pode vomitar. Se por acaso ele absorve uma quantidade grande demais de água ou comida, o estômago se distende o cárdia se fecha, o que provoca uma grande dor: poderá então ocorrer ruptura estomacal com conseqüente de morte do animal. Más a presença de úlceras gástricas sobre sua parede não é rara. - sobre tudo para os cavalos estressados - e isso pode produzir cólicas reincidentes.


Um pouco de Anatomia
O intestino delgado é um cilindro bem comprido, bastante móvel (24 metros em media) suspendida na cavidade abdominal pelo mesentério, rico em vasos sanguíneos. As cólicas resultadas dessa parte do intestino são, a maior parte das vezes, muito graves. Podem ser o resultado de uma torção em volta do mesentério, de uma lesão de um vaso por parasitas, de um excesso na alimentação ou de uma infecção. No Garanhão, a passagem de uma asa do intestino delgado na região do testículo provoca uma hérnia inguinal.
O Cecum é um comprido tanque de 35 litros, pouco móvel que recebe o intestino delgado. É aí que leva cabo a digestão da forragem. Está fixada na parede direita do flanco. pode ser o objeto de fermentação excessiva que leva a uma importante dilatação. Também pode se torcer e ser o lugar de uma importante sobrecarga alimentícia.
O colon sai do cecum formando o grande conduto cheio de relevos de um volume de mais de cem litros para um largo de 8 metros. Apresenta certas partes estreitas onde podem se acumular grandes quantidades de comida. Esse tipo de cólica, também chamada "compactação", é freqüente em cavalos que comem muita palha o com falta de exercício. Já que o colon é muito móvel pode mudar de lugar ou se torcer. Certos corpos estranhos podem se encontrar no nível do colon e provocar cólicas. Desse modo, cavalos criados em campos areados podem ingerir uma quantidade impressionante  de areia que se acumula no colon e provocando uma obstrução. Antes, as cólicas eram uma fatalidade. Hoje em dia, os progressos da medicina veterinária nos permitem olhá-las de uma maneira mas otimista. Duas orientações são então recomendadas: o tratamento médico ou, se necessário, a operação cirúrgica.

Que Tratamentos?

As cólicas benignas são as mas freqüentes. Se trata na maioria das vezes de um síntoma doloroso causado pelo stress ou a uma sobrecarga alimentícia no nível do intestino grosso. O tratamento é clássico. Ele consiste em por o cavalo a dieta, fazer ele caminhar para melhorar a movimentação do estomago e a utilização, as vezes de antiinflamatório para aliviar. Tem que evitar que o cavalo se role para que as porções más móveis se mecham ou se torçam. O veterinário lhe dará, se for preciso pelo médio de uma sonda, azeite de parafina para a ajuda da , reabsorção de uma eventual compactação.
Em certos casos mais raros, assim como uma deslocação do colon que pode ir se agarrar em cima do fígado ou no caso de cólicas de origem infecciosa, se precisa de um tratamento médico mas seguido e importante.
O cavalo tem então que se dirigir a unidade de cuidados intensivos de um centro especializado. aí, ele será aliviado e reidratado. Será posto sob perfusão e um tubo será posto dentro do nariz até o estômago para permitir a regurgitação dos gazes, dos alimentos ou líquidos. Medicamentos contra a dor serão subministradas. No caso de uma doença infecciosa, o animal será posto sob antibióticos a forte dose. Se o problema não pode ser resolvido com medicamentos, no caso por exemplo de uma torção, de uma deslocação importante ou de uma hérnia inguinal, o cavalo deverá ser operado. Uma incisão é feita no meio da barriga e a porção de intestinos atingida é removida, as vezes vários metros são retirados se essa porção é inviável.

A Intervenção Cirúrgica

O cavalo é então deixado na cocheira durante uns 90 dias com um passeio diário na mão para permitir a cicatrização correta da parte abdominal. A volta ao trabalho será para mais ou menos uns 6 meses depois da cirurgia. A taxa de êxito dessa operação está situadas entre 20 e 85% isso variando com a gravidez da lesão.
As complicações são freqüentes: pode acontecer um rompimento da ferida cirúrgica, uma infecção, um trânsito digestivo que não volta ao normal, aguamento...
Por isso é muito importante, se o seu veterinário acha que é necessário, de levar o seu cavalo numa clínica especializada. A rapidez da decisão é um fator primordial a favor do sucesso. Muitos animais já foram operados e vários deles até voltaram ao mais alto nível da competição.



Tipos de Cólica

1- CÓLICA GASOSA: É uma dilatação do estômago produzida pela ingestão de alimentos fermentáveis ou processos obstrutivos na região do piloro (passagem estômago-intestino delgado). É de grande incidência nos haras, devido ao excesso de alimentos. Nunca é causada pelo produto e sim pelo modo como ele está sendo utilizado.
Os eqüinos, como vimos, tem o estômago pequeno e o hábito de comer pouco e varias vezes ao dia. Quando fica muito tempo sem se alimentar, ao ser fornecida uma quantidade errônea de ração, o animal ingere um volume que muitas vezes não está condizente com a sua atividade (pouco exercício), advindo a cólica. Muitas vezes, o volume de ração que se está fornecendo a um animal sob atividade intensa , sem causar problemas, pode ser demais para uma atividade menor. Logo, o criador deve relacionar o volume de ração com a atividade do cavalo, que pode ser: Manutenção, trabalhos leve, moderado e pesado, ou condicionamento (ganhar peso). A cólica gasosa pode advir da ingestão de alimentos grosseiros (grão de milho ou capins em estágio avançado de desenvolvimento). Ingeridos em grande quantidade em decorrência da fome, obstruem o piloro, fermentam o alimento e formam gases, dilatando o estômago. A água é de extrema importância aos eqüinos. Sua restrição somente deve ocorrer após os exercícios. No mais, ela auxilia a digestão e o trânsito do bolo alimentar pelo trato digestivo, além de compor 70% do organismo animal.
2- ESPASMO GÁSTRICO:É um tipo de cólica que ocorre devido à ingestão de água fria após exercícios. É uma vasoconstrição com diminuição da irrigação sanguínea do estômago (isquemia). Sempre aguarde 40 minutos para fornecer água aos animais que estejam praticando exercícios.
3- TORÇÃO DO INTESTINO DELGADO: É uma cólica causada pelas alterações dos movimentos intestinais, cujas causas são as mais cariáveis possíveis (diarréias, movimentos intestinais bruscos, etc...). Os eqüinos possuem outra característica anatômica do trato entérico, que são fortes movimentos e poucos pontos de fixação do intestino no organismo, levando-os a propensão às torções (nó nas tripas). Após ocorridas, elas prejudicam a irrigação dos tecidos e quanto mais próximas do estômago, mais graves serão.
O diagnóstico desse tipo de cólica é difícil. O único tratamento é a cirurgia até 6/8horas, após o inicio da cólica. Depois deste período, o processo é irreversível causando a morte.
4- TORÇÕES E DESLOCAMENTO DO INTESTINO GROSSO: Semelhante à descrita anteriormente (torção), só que ocorrerá no intestino grosso, causando a obstrução da passagem do conteúdo intestinal e suprimindo a irrigação sanguínea, com a conseqüência morte dos tecidos.
Os deslocamentos do cólon em 360° são incontroláveis e os animais morrem em poucas horas.
5- COMPACTAÇÃO: São acúmulos de alimentos que ocorrem em qualquer parte do trato intestinal, ocasionando bloqueio total ou parcial ao livre trânsito do conteúdo intestinal. Geralmente são ocasionados por alimentos de baixo valor nutricional, associados à baixa digestão de água, ou água com areia.
6- TIMPANISMO: É o acúmulo de gases devido à fermentação dos alimentos, ocasionando distensão intestinal.
Timpanismo intestinal primário:
Pode ser ocasionado por fermentação de alimentos ou excesso destes, ocorrendo ao nível do intestino.
Timpanismo Cecal:
É causado por fermentação dos alimentos (excesso ou alimento deteriorado) e alterações do peristaltismo (provendo de causas desconhecidas).
7- ESPASMO INTESTINAL: É uma contração da musculatura da parede do intestino, produzindo isquemia (falta de sangue), cujas causas são alterações neurovegetativas (nervosas).
8 - CÓLICA TROMBOEMBÓLICA (Coágulo): É ocasionada por larvas do verme Strongylus vulgares que bloqueiam total ou parcialmente os vasos sanguíneo, afetando a irrigação sanguínea com a conseqüência necrose (morte) dos tecidos.
9- ENTEROLÍTIASE (pedras, cálculos..) É a obstrução do intestino por enterólitos (pedras), que se formam por deposição de minerais, tendo no centro fragmentos de metais, pequenas pedras ou partículas de madeira, barbantes, etc...
Quando estas "pedras" se localizam no cólon menor ou no cólon transverso, causam obstrução, levando o animal a morte. Um enterólito possui o tamanho normal de uma mão de adulto fechada e é o agente causador da cólica, podendo matar o animal.

NA ESPERA DO VETERINÁRIO
A- Caminhar com o animal para eliminar os gases (isto se o processo estiver no inicio)
B- Colocar o animal em local aberto para evitar que se machuque
C- Dar analgésico antiinflamatório, por exemplo Banamine 

D- Dar via oral - boca - um frasco de leite de magnésia E- Dare via oral, dois frascos de antifermentativo, tipo Blotrol F- Caso haja alguém com experiência, passar a sonda nasogástrica e realizar a lavagem estomacal.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ciclo reprodutivo nas éguas


As éguas são poliéstricas estacionais, ou seja, possuem estações ovulatórias e anovulatórias que estão associadas respectivamente com dias longos e curtos. Assim a maioria das éguas ciclam nos períodos em que os dias são mais longos (primavera e verão), e entram em inatividade sexual , o anestro, no outono e inverno. O ciclo consta de dois componentes, o estro, onde a égua aceita o garanhão e ovula, ou seja, libera o óvulo para ser fertilizado pelos espermatozóides, e o diestro que é o período entre a ovulação e um novo cio.
      O ciclo ovulatório da égua tem em média 21 dias de duração, sendo 14 dias de diestro e sete dias de estro (cio), já as ovulações ocorrem geralmente no penúltimo dia do cio, mas isso varia muito entre os animais.
      Durante o cio, A égua se posiciona para urinar, eleva a cauda, libera pequenas quantidades de urina e expõe o clitóris através de contrações rítmicas e prolongadas. É nessa fase que a égua aceita a monta do garanhão.
      Apesar de o sêmen de alguns reprodutores sobreviverem por mais de 48 horas no útero das éguas, o ideal É que o intervalo entre as coberturas não ultrapassasse esse intervalo. O exame ginecológico das éguas por palpação retal e ultra-sonografia, realizado por um médico veterinário, possibilita que as éguas sejam cobertas o mais próximo possível do momento da ovulação evitando o desgaste do reprodutor e também diminui os riscos de endometrite pós-cobertura, uma inflamação uterina que algumas éguas apresentam por acumular os resíduos de sêmen e se agrava quando a égua é coberta várias vezes.
      A gestação normal da égua dura em média 330 dias, podendo variar de 315 à 360 dias. O diagnóstico da gestação pode ser feito precocemente através de ultra-sonografia, por via retal, 14 dias após a ovulação. Ao se diagnosticar a gestação o mais cedo possível se possibilita que as éguas que não emprenharam sejam observadas com maior cuidado para serem cobertas no próximo cio ou ainda serem manipuladas através de hormônios para que entrem em cio mais rapidamente. O exame ultra-sonográfico precoce também permite diagnosticar gestações gemelares, indesejadas em eqüinos pois têm alta taxa de aborto e os potros que nascem geralmente não sobrevivem. Nessa fase é possível esmagar um dos embriões deixando o outro nascer, fazer uma restrição alimentar para que somente um embrião sobreviva ou abortar a égua para que ela seja coberta novamente.
      O “cio do potro” é o primeiro cio pós-parto. Normalmente ocorre de 5 a 15 dias após o parto, mas algumas éguas podem apresentar cio até 45 dias após o parto ou apresentar cio silencioso. O cio do potro deve ser usado quando não houver complicações no parto e período pós-parto, ou seja, se não houve retenção da placenta ou presença de corrimentos.
      Os problemas mais comuns que interferem no ciclo estral podem ser de origem ovariana ou uterina. Os problemas ovarianos incluem tumores e hematomas ovarianos, entre outras. De origem uterina estão as endometrites como causa direta, endometrioses e cistos endometriais como causas indiretas. Além disto, podem ocorrer as perdas embrionárias e fetais, interrompendo a gestação. As causas das perdas embrionárias e abortos podem ter origem infecciosa.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Parabéns Dudinha!!!

Valeu Dudinha!
A disputa foi grande, mas você foi calma, corajosa e conquistou o primeiro lugar no laço prenda pela primeira vez! 
PARABÉNS PELA CONQUISTA! 
Te amamos!


Tabela de Vacinação

Aos interessados, segue abaixo tabela simples de vacinação de cavalos, com as principais vacinas a serem aplicadas, e as mais comuns. 

Doença
1ª dose (idade)
Reforço
Frequência
Influenza
5 meses
Após 30 dias
Anual
Encefalomielite
6 meses
Após 7 dias
Anual
Leptospirose
6 meses
Após 15 dias
Anual
Tétano
6 meses
Após 30 dias
Anual
Raiva
6 meses
Sem reforço
Anual
Rinopneumolite (aborto eqüino a virus herpesvirus)
6 meses
Após 30 dias
Éguas prenhes: 5°, 7° e 9° mês de gestação, demais anualmente.




Como tudo começou...

Um dia muito frio, 16 de junho de 2008 nasceu a cria da nossa primeira égua crioula, eu a esperava muito, pois seria um presente para mim...
Nasceu então dentro do banhado, local onde a mãe dela escolheu para dar cria, uma potra gateada bragada linda a qual colocamos o nome de Querida.
No dia seguinte ao nascimento quando o Vando foi tratar a Terra Negra (mãe), ela estava deitada e não levantava, muito fraquinha. Ele me ligou e eu não pensei duas vezes, saí correndo do trabalho e fui vê-la. Chegando lá enrolei-a em um edredon que tinha pego na casa da minha mãe, tiraram  leite da égua e fiquei dando na boca dela com uma seringa. 
Quando o veterinário chegou disse que não tinha mais o que fazer, que provavelmente ela estava com pneumonia por ter nascido naquela noite fria e dentro do banhado. Mesmo assim aplicamos medicamentos e ficamos esquentando ela... Infelizmente naquela tarde ela se foi... junto com ela a minha alegria de tê-la comigo, ficando a tristeza de vê-la partir...
No dia 28 de junho, 11 dias após, meu aniversário, recebi um presente do meu marido... Magrela, peluda, mas com aquele olhar meigo e cativante, ela, ARC Passion,
A partir deste dia descobri como é amor por um cavalo, ela me mostrou que cavalos são mais que amigos, que companheiros, que parceiros... 
Não esqueci a Querida, pois ela veio até nós com algum propósito, se ela não tivesse nascido quem sabe, hoje eu não teria a felicidade de ter a minha ARC Passion.
Égua da qual nunca mais me separei desde então, ela que me enche de alegria por ser como é, por ter me dado um presente no dia 13/12/2010, uma potra gateada, linda, que herdou todas as qualidades de sua mãe... mansidão, a calma...
A ela, ARC Passion, quero agradecer todos os momentos bons que passamos juntas, que nestes três anos e meio não foram poucos. Nos desfiles, cavalgadas, torneios, passeios, nas vezes que ela chega na porta da casa e me pede um pãozinho, nas vezes que me faz carinho... tenho orgulho de você minha baia!!