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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Quem doma um cavalo?



Domar um cavalo pode significar muitas coisas. Amansar, montar, conseguir fazer algo que antes não se conseguia, deixar o cavalo submisso, ganhar do cavalo. Para cada pessoa a doma tem um significado diferente, alguns positivos outros negativos pelo ponto de vista do cavalo. Quando tomamos a decisão de iniciar um potro, devemos sempre considerar que a partir daquele momento, um tanto a mais de responsabilidade sobre esta decisão passa a ser da pessoa, e não do cavalo. 
O cavalo não escolheu ser domado, nem tampouco trabalhado pelo ser humano. Por isso, ao iniciar um potro devemos ter este respeito, esta abertura, este comprometimento. Vejo muitos 
treinadores que, ao tomarem a decisão de iniciar o potro entram e travam uma batalha contra o potro, como se tivessem a obrigação de vencer, de ganhar, de ser mais ou maior do que o cavalo. Na verdade, o que vemos destes profissionais é um resultado pobre em qualidade, rico 
em palavras e atos brutos, e principalmente, um cavalo que passa a desenvolver reações que passam de desconfortáveis à perigosas em um curso espaço de tempo. E, nos dias de hoje, onde temos novos clientes que nunca tiveram cavalos antes, um cavalo perigoso é algo muito 
perigoso... 
Tudo isto ocorre todos  os dias no que chamo de “Brasil dos cavalos”. Imagine agora, neste momento, quantos potros estão sendo domados, iniciados, em contato com as pessoas pela primeira vez. 
Talvez o que devamos pensar então é: quem doma um cavalo? Este “quem” obviamente não significa qual pessoa, mas sim quais alguns dos principais fatores que fazem um potro bem iniciado, bem trabalhado? Em minha opinião, independentemente de metodologia ou ferramentas, devemos nos concentrar em 2 sentimentos: paciência e vontade de 
ensinar. Com estes dois sentimentos, conseguiremos descobrir quem 
doma potros... 

Aluisio Marins, MV

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Anemia Infecciosa Equina


Esta doença. também conhecida como "febre dos pântanos", é produzida por um vírus. É mais freqüente em terrenos baixos e mal drenados ou em zonas úmidas muito florestadas.
Apresenta-se em várias formas clínicas, todas com importância e é disseminada em todo o mundo.
Os estudos iniciais desta doença foram realizados na França em 1843; em 1859 foi constatado pelo pesquisador Anginiard o caráter contagioso da doença, sendo que a primeira demonstração de doença virótica foi feita em 1904/1907.
No Brasil, a primeira descrição desta doença verificou-se em 1968, por Guerreiro e col.
Os animais ficam suscetíveis à enfermidade quando têm resistência orgânica diminuída por um trabalho excessivo, calor intenso, alimentação inadequada e infestação por vermes.
A doença tende a apresentar-se sob forma enzoótica em fazendas ou áreas, não havendo disseminação fácil e rápida, nunca se observando, segundo Scott, contágio de animal para animal.
Graves perdas são causadas nas áreas endêmicas, podendo desaparecer a mortalidade com o passar do tempo.
Observação feita por Fulton, que injetou água de charcos na veia de eqüinos reproduzindo a AIE, veio confirmar a teoria de Lohr, isto é, de que a infecção natural advém da ingestão, pelos insetos transmissores, de água ou alimentos contaminados.
O vírus está presente no sangue, saliva, urina, leite, etc.
Os surtos aparecem quando é introduzido na manada um animal infectado ou portador. Casos crônicos podem existir em qualquer época do ano e, são mais suscetíveis os animais desnutridos, débeis e parasitados.
TRANSMISSÃO
É feita principalmente por insetos sugadores (moscas e mosquitos). Já foram também comprovadas as transmissões congênitas (placentária), pelo leite (aleitamento), pelo sêmen (acasalamento) e pelo soro-imune.
As mucosas nasal e oral, intactas ou feridas, podem ser portas de entrada do vírus.
O uso sem assepsia de material cirúrgico, por pessoas não-habilitadas, também aumenta a probabilidade da infestação. O animal, uma vez infectado, torna-se portados permanente.
SINTOMAS
Há uma forma aguda e outra crônica. Todavia o vírus pode estar presente no sangue do animal sem produzir qualquer sintoma.
A forma aguda é assim caracterizada:
  • a) febre que chega a 40,6c;
  • b) respiração rápida;
  • c)abatimento e cabeça baixa;
  • d)debilidade nas patas, de modo que o peso do corpo é passado de um pé para outro;
  • e)deslocamento dos pés posteriores para diante;
  • f)inapetência e perde de peso.
  • Se o animal não morre em três a cinco dias, a doença pode tornar-se crônica.
    Na forma crônica observa-se ataque com intervalos variáveis de dias, semanas ou meses. Quando o intervalo é curto, em geral a morte sobrevêm depois de algumas semanas.
    Com ataques há grande destruição dos glóbulos vermelhos do sangue, o que resulta em anemia.
    A doença pode acometer eqüídeos (burros, zebra, etc.), de qualquer raça, sexo e idade. A Tem como vetor, insetos hematófagos, porém, a transmissão pode ocorrer através de agulha usada. Todo proprietário deve fazer duas vezes por ano, exame eliminando os animais positivos e comunicar à Casa da Agricultura.
    Qualquer eqüídeo, para ser transportado precisa ter atestado de anemia eqüídeo infecciosa negativa.
    PROFILAXIA
    Combate aos insetos e manutenção de boas condições sanitárias; drenagem nos pastos alagados e fiscalização das aguadas e bebedouros, a fim de que os animais não bebam água estagnada; não introdução de animais infectados na fazenda; uso de agulhas hipodérmicas e instrumentos cirúrgicos só depois de bem esterilizados.
    TRATAMENTO
    Ainda não é bem conhecido qualquer tratamento eficaz. Aumentar a resistência do animal, desintoxicar o fígado e fortalecer o coração, intensificar o metabolismo. Existem estudos recentes, mas por enquanto o animal que apresentar Teste de Coggins positivo deve ser sacrificado.
    CONTROLE
    • Isolar os animais com sintomas suspeitos (fazer o Teste de Coggins);
    • Retestar periodicamente todos os animais;
    • Evitar a entrada na fazenda de animais vindos de zonas enzoóticas sem os testes negativos recentes de imunodifusão;
    • Drenar as zonas pantanosas e controlar os insetos transmissores;
    • Todo material usado nos animais (para cirurgia, tatuagem, injeções, abre-bocas etc) deve ser esterilizado por fervura por mais de 30 minutos;
    • A possibilidade de uma vacina é remota, pois muitas já foram experimentadas e até o momento nenhuma apresentou resultados satisfatórios.

    sábado, 4 de fevereiro de 2012

    Coisas que todas as Cabanhas deveriam saber

         • A filosofia de se criar bem, não somente em genética, mas em morfologia, conformação. Em determinadas raças, são poucos os que se preocupam com isso;


         • A filosofia de se criar pouco, com qualidade. Não é quem tem mais que é o melhor. Quem tem melhor é o melhor...
         • A filosofia de se criar cavalos que sirvam para o mercado em que trabalham, e não somente criar...
         • A filosofia de se unir cores, pelagens à morfologia correta e boa conformação.
         • A filosofia de se procurar éguas ao invés de somente garanhões. Existem muitos garanhões.
         • A filosofia de não se achar que todo cavalo bom poderá ser garanhão.
         • A prioridade pelo bom manejo dos potros, não somente na hora da doma, mas principalmente quando do desmame. Para isto, um profissional qualificado deve ser destacado;
         • A prioridade em se alimentar corretamente as éguas prenhas e não somente os potros. A saúde de um potro começa na barriga da mãe.
         • A idéia de função. Em sua altíssima maioria, o comprador final de um cavalo quer usá-lo. São raras as raças sem função. São muitas as raças que já foram extremamente funcionais e deixaram de lado esta grande ideia.
         • A filosofia de que os funcionários formam-se dentro das cabanhas. Nos tempos de hoje, os funcionários devem ser formados nas cabanhas, em cursos, oportunidades de reciclagem, troca de experiências e aprendizado.
         • As cabanhas devem abolir definitivamente a idéia de que treinar um funcionário é perda de tempo ou dinheiro. Ou mesmo que se treinar um funcionário a concorrência o leva embora. Não treine e fique com um funcionário mal treinado, ruim ou mesmo que poderia ser muito melhor.



    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

    Seja bem vindo Amanecer Del Cielo RP 05

    Bom dia amigos!
    É com imenso prazer que vos apresento nosso mais novo integrante da família Del Cielo, nosso RP 05 que nasceu no AMANHECER de hoje, 02/02/2012, trazendo muita alegria!
    Nosso AMANECER DEL CIELO é colorado, malacara e calçado das quatro patas.
    SEJA BEM VINDO AMANECER DEL CIELO! 


    terça-feira, 31 de janeiro de 2012

    Guloseimas x Cavalo


    Como gosto de fazer “agrado” para os meus cavalos, hoje resolvi pesquisar sobre o fornecimento de açúcar, balas, torrões, rapaduras ou mesmo chocolate para cavalos. Podemos considerar estes produtos como “guloseimas” que podem ser oferecidas, abaixo temos algumas ressalvas para que não tornemos algo agradável em problemas.
    Quando as guloseimas são fornecidas em altas quantidades, podem resultar em cáries nos cavalos, fazendo com que a dentição fique fraca para sua principal função que é triturar os alimentos. Além disso, cavalos acostumados às guloseimas diárias ou condicionados ao trabalho seguido de guloseimas, podem adquirir alterações comportamentais até graves, como morder, colocar o rosto nas pessoas, invadir espaços, etc. Assim, seguem abaixo algumas considerações sobre as guloseimas para cavalos:
    • Prefira sempre produtos naturais como cenoura, beterraba ou mesmo o açúcar mascavo;
    • Não condicione seu cavalo às guloseimas. É comum vermos cavalos que ficam esperando ansiosamente pelas guloseimas, resultando em um nervosismo e um alto gasto de energia sem necessidade.
    • Cavalos que recebem muitas guloseimas podem apresentar sintomas de morder as pessoas, mesmo que sem a intenção do mesmo;
    • Ao fornecer uma bala ou torrão de açúcar, lembre-se que para isto deve haver um motivo. Um bom trabalho, uma boa caminhada, um simples agrado depois de uma sessão de treinamento. Sem um motivo claro (claro do ponto de vista dos cavalos), a guloseima será apenas mais um agrado e não algo com um bom motivo;
    • Ao fornecer a guloseima, cuidado com suas mãos. Abra-as muito bem para que o cavalo não pegue seus dedos com os dentes. Faça seu cavalo aprender a pegar o produto de sua mão, com calma e tranqüilidade,devagar e com paciência.
    • Não pense que seu cavalo gosta mais ou menos de você exclusivamente por causa das guloseimas. Não tem problema algum se um dia ou outro.

    quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

    Simplesmente um cavalo...

    Algumas pessoas nos dizem para não dar tanto valor aos nossos "cavalo", pois são "apenas cavalos",  pra que investir tanto dinheiro neles?
    Não sabem entender o tempo gasto, os custos envolvidos  com estes "simples cavalos"...
    Muitos dos meus momentos foram marcados por "estes cavalos", muitas horas que passamos juntos, outras que apenas um "cavalo" era a companhia... 
    Momentos que só queria ter um "cavalo" ao meu lado para clarear a escuridão, as vezes para alegrar o coração... 
    O olhar meigo de um "cavalo", foi o motivo muitas vezes para me fazer sorrir quando estava com vontade de chorar... 
    Já sofri quando perdi um "cavalo" que convivi poucos meses, mas já fazia parte da minha vida... 
    Acredito que nunca mais nenhum vai preencher o vazio que ele deixou... ele era apenas um "cavalo".
    "Só um cavalo" traz para a minha vida a verdadeira essência da amizade, confiança e pura alegria desenfreada. "Só um cavalo" mostra compaixão e paciência que me fazem uma pessoa melhor. 
    Por causa de "apenas um cavalo" eu me levanto cedo para ir para longas caminhadas e esperando ansiosamente pelo futuro.
    Para mim e pessoas como eu, não são "apenas um cavalo", é a encarnação de todos os sonhos e esperanças para o futuro, as memórias do passado e a alegria pura do momento.
    "Só um cavalo" traz à tona o que é bom em mim e desvia-me para longe das preocupações do dia. 
    Espero que um dia estas pessoas entendam que é "apenas um cavalo".
    E lembre-se, da próxima vez que você ouvir a frase de que "é apenas um cavalo" apenas dê um sorriso, porque esta pessoa, pois ela "simplesmente não entende o que é um cavalo".


    DIRETRIZES PARA A PILCHA GAÚCHA


    ATENÇÃO PARA AS NOVAS DIRETRIZES PARA O USO DA PILCHA:

    Art. 1º - O Movimento Tradicionalista Gaúcho, cumprindo o que determina o parágrafo
    único do Art. 1º da Lei n° 8.813 de 10 de janeiro d e 1989, reunido em Convenção Ordinária,
    na cidade de Taquara, no mês de julho do ano de 2011, resolveu alterar as DIRETRIZES para
    a pilcha gaúcha, com fim de complementá-las e torná-las mais claras.
    Art. 2º - DA PILCHA PARA ATIVIDADES ARTÍSTICAS E SOCIAIS:
    Indumentária a ser utilizada nas atividades cotidianas, apresentações artísticas e
    participações sociais, tais como bailes, congressos, representações, etc.
    I - PILCHA MASCULINA
    a) BOMBACHAS:
    1) Tecidos: brim (não jeans), sarja (lã), linho, algodão, oxford, microfibra.
    2) Cores: claras ou escuras, sóbrias ou neutras, tais como marrom, bege, cinza,
    azul-marinho, verde-escuro, branca, fugindo as cores agressivas,
    fosforescentes, fugindo das cores contrastantes e cítricas, como vermelho,
    amarelo, laranja, verde-limão, cor-de-rosa.
    3) Padrão: liso, listradinho e xadrez discreto.
    4) Modelo: cós largo sem alças, dois bolsos na lateral, com punho abotoado no
    tornozelo.
    5) Favos: O uso de favos e enfeites de botões (devem ser do tamanho daqueles
    utilizados nas camisas, vedados os de metal) depende da tradição regional. As
    bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Quando usar favos,
    deverão ser da mesma cor e tecido da bombacha. Os desenhos serão idênticos
    em uma e outra perna
    6) Largura: com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da
    cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombachas no tamanho 40,
    automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de
    40 cm de tal forma que não seja confundida com uma calça.
    7) Uso: As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas
    8) Vedações: É vedado o uso de bombachas plissadas e coloridas.
    b) CAMISA:
    1) Tecido: preferencialmente algodão, tricoline, viscose, linho ou vigela, microfibra(
    não transparente), oxford.
    2) Padrão: liso ou riscado discreto
    3) Cores: sóbrias, claras ou neutras, preferencialmente branca. Evitando cores
    agressivas e contrastantes.
    4) Gola: social (ou seja, abotoada na frente, em toda a extensão, com gola atual,
    com punho ajustado com um ou mais botões).
    5) Mangas longas: para ocasiões sociais ou formais, como festividades,
    cerimônias, fandangos, concursos.
    6) Mangas curtas: para atividades de serviço, de lazer e situações informais.
    7) Camiseta de malha ou camisa de gola pólo: exclusivamente para situações
    informais e não representativas. Podem ser usadas com distintivo da Entidade,
    da Região Tradicionalista e do MTG.
    8) Vedações: Vedado o uso de camisas de cetim e estampadas.
    c) BOTAS:
    1) Material: de couro liso
    2) Cores: preto, marrom (todos os tons) ou couro sem tingimento.
    3) Cano: a altura do cano varia de acordo com a região. Normalmente o cano vai
    até o joelho.
    4) Solado: o solado deve ser de couro, podendo ter meia sola de borracha ou latex.
    A altura máxima de um centímetro.(entra em vigor em 1º de janeiro de 2012).
    5) Botas “garrão de potro”: são utilizadas exclusivamente com trajes de época.
    6) Vedações: é vedado o uso de botas brancas. Proibidos quaisquer tipos de
    bordados ou palavras escritas nas botas.
    d) COLETE:
    1) Uso: se usar paletó poderá dispensar o colete.
    2) Modelo: tradicional, sem mangas e sem gola, com uma única carreira de botões
    na frente, podendo ser abotoado, ou não. Com a parte posterior (costas) de
    tecido leve, ajustado com fivela, de uma cor só, no comprimento até a altura da
    cintura.
    3) Cor: da mesma cor das bombachas, podendo ser tom sobre tom.
    4) Tecido: mesmo tecido e cor das bombachas.
    e) CINTO (GUAIACA):
    1) Material: de couro.
    2) Guaiacas: de uma a três guaiacas internas ou não.
    3) Fivelas: uma ou duas fivelas frontais com, no mínimo, sete cm de largura.
    4) Cinto de couro cru: com ou sem guaiacas, mas sempre com uma ou duas fivelas
    frontais com, no mínimo, sete cm de largura.
    5) Vedação: Cinto com rastra (enfeite de metal com correntes na parte frontal).
    f) CHAPÉU:
    1) Material: de feltro ou pelo de lebre.
    2) Abas: a partir de 6 cm.
    3) Copa: de acordo com as características regionais.
    4) Barbicacho: de couro ou crina, podendo ter algum enfeite de metal e, ou fivela
    para regulagem.
    5) Vedação: é vedado o uso de boinas e bonés.
    g) PALETÓ:
    1) Uso: usado especialmente para ocasiões formais.
    2) Cor: A combinação de cor, com as bombachas, deve ser harmoniosa, evitando
    cores contrastantes.
    3) Vedações: é vedado o uso de túnicas militares substituindo o paletó.
    h) LENÇO:
    1) Cores: vermelho, branco, azul, verde, amarelo e carijó (nas cores citadas e
    ainda, marrom e cinza).
    2) Tamanho: no caso do uso com algum tipo de nó, com a medida de 25 cm a partir
    deste. Com o uso do passador de lenço, com a medida de 30 cm a partir deste.
    3) Passadores: de metal, couro ou osso.
    i) FAIXA:
    1) Uso: opcional.
    2) Cor: lisa, na cor vermelha ou preta de for de lã. Bege cru se for de algodão.
    3) Largura:, de 10 a 12 cm.
    j) PALA:
    1) Uso: opcional.
    2) Tamanho: tamanho padrão, com abertura na gola.
    3) Opções: poderá ser usado no ombro, meia-espalda, atado da direita para a
    esquerda, com todos os trajes.
    k) ESPORAS:
    1) Uso: trata-se de peça utilizada nas lides campeiras. É admissível o uso nas
    representações coreográficas de danças tradicionais.
    2) Vedação: é vedado o uso em bailes e fandangos.
    l) FACA:
    1) Uso: é opcional, para grupos adultos, veteranos e no ENART, nas
    apresentações artísticas.
    2) Tamanho: de 15 a 30 cm de lâmina
    3) Vedação: é vedado o uso nas atividades sociais, exceto apresentações
    artísticas.
    II - PILCHA FEMININA
    a) SAIA E BLUSA OU BATA:
    1) Saia: com a barra no peito do pé, godê, meio-godê ou em panos.
    2) Blusa ou bata: de mangas longas, três quartos ou até o cotovelo (vedado o uso
    de “boca de sino” ou “morcego”), decote pequeno, sem expor os ombros e os
    seios, podendo ter gola ou não.
    3) Bordados e pinturas: se utilizados, devem ser discretos. As pinturas com tintas
    para tecidos.
    4) Tecidos: lisos. Nas Blusas ou batas, mais encorpados.
    5) Cores: escolher cores harmoniosas e lisas, esquecendo as cores fortes,
    proibidas as cores berrantes e fosforescentes.
    6) Cuidados: Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a
    mesma classe social do homem.
    7) Vedações: enfeites dourados, prateados, pinturas à óleo e purpurinas.
    b) SAIA E CASAQUINHO:
    1) Saia: com a barra no peito do pé, godê, meio-godê ou em panos.
    2) Casaquinho: de mangas longas (vedado o uso de mangas “boca de sino” ou
    “morcego”), gola pequena e abotoado na frente.
    3) Bordados e pinturas: se utilizados, devem ser discretos. As pinturas com tintas
    para tecidos.
    4) Tecidos: lisos. Nas Blusas ou batas, mais encorpados.
    5) Cores: escolher cores harmoniosas e lisas, esquecendo as cores fortes,
    proibidas as cores berrantes e fosforescentes.
    6) Cuidados: Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a
    mesma classe social do homem.
    7) Vedações: enfeites dourados, prateados, pinturas à óleo e purpurinas.
    8) Roupa de época: a saia deve ser lisa. O casaquinho poderá ter bordados
    discretos.
    c) VESTIDO:
    1) Modelo: Inteiro e cortado na cintura ou de cadeirão ou ainda corte princesa com
    barra da saia no peito do pé, corte godê, meio-godê, franzido, pregueado, com
    ou sem babados.
    2) Mangas – longas, três quartos ou até o cotovelo, admitindo-se pequenos
    babados nos punhos, sendo vedado o uso de “mangas boca de sino” ou
    “morcego”.
    3) Decote – pequeno, sem expor ombros e seios.
    4) Enfeites – de rendas, bordados, fitas, passa-fitas, gregas, viés, transelim,
    crochê, nervuras, plisses, favos. É permitida pintura miúda, com tintas para
    tecidos. Não usar pérolas e pedrarias, bem como, os dourados ou prateados e
    pintura a óleo ou purpurinas.
    5) Tecidos - lisos ou com estampas miúdas e delicadas, de flores, listras, petit-poa
    e xadrez delicado e discreto. Podem ser usados tecidos de microfibra, crepes,
    oxford. Não serão permitidos os tecidos brilhosos, fosforescentes, transparentes,
    slinck, lurex, rendão e similares.
    6) Cores – devem ser harmoniosas, sóbrias ou neutras, evitando-se contrastes
    chocantes. Não usar preto, as cores da bandeira do Brasil e do RS
    (combinações)
    7) Na categoria mirim: não usar cores fortes (ex: marrom, marinho, verde escuro,
    roxo, bordô, pink, azul forte).
    d) SAIA DE ARMAÇÃO:
    1) Modelo: Leve e discreta, se tiver bordados, estes devem se concentrar nos
    rodados da saia, evitando-se o excesso de armação.
    2) Cor: branca.
    3) Comprimento: deve ser inferior ao do vestido.
    e) BOMBACHINHA:
    1) Modelo: de tecido, com enfeites de rendas discretas.
    2) Cor: Branca
    3) Cumprimento: abaixo do joelho, sempre mais curta que o vestido.
    f) MEIAS:
    1) Cor: branca ou bege
    2) Cumprimento: longas o suficiente para não permitir a nudez das pernas.
    g) SAPATOS e BOTINHAS:
    1) Cores: preta, marrom (vários tons de marrom) e bege.
    2) Salto: de até 5 centímetros.
    3) Modelo: com tira sobre o peito do pé, que abotoe do lado de fora.
    4) Vedações: proibido o uso de sandálias e sapatos abertos.
    h) CABELOS:
    1) Arrumação: podem ser soltos, presos, semi-presos ou em tranças. Para prendas
    adultas e veteranas é permitido o coque.
    2) Enfeites: com flores naturais ou artificiais, pequeno passador (travessa) para
    prendas adultas e juvenis.
    3) Vedação: vetados os brilhos, purpurinas e peças de plástico.
    i) MAQUIAGEM:
    Discreta, de acordo com a idade e o momento social.
    j) JÓIAS:
    1) Cuidados: devem ser sempre discretas, de acordo com a idade, a classe e o
    momento social.
    2) Uso da pérola: São permitidas as jóias e semi-jóias com uso de pérolas, nas
    cores branco, rosado, creme e champanhe, nos brincos, anéis e camafeus.
    3) Uso de Pedras: permitido, desde que sejam discretas.
    k) OBSERVAÇÕES:
    1) A Categoria Mirim (masculino e feminino) usará pilcha de acordo com o que
    prescreve o “Livro de Indumentárias”, editado pelo MTG.
    2) Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a mesma classe
    social e a mesma época retratada na indumentária do homem.
    Ar. 3º - DA PILCHA PARA ATIVIDADES CAMPEIRAS:
    Indumentária a ser utilizada nas atividades campeiras, tais como rodeios, cavalgadas,
    desfiles e outras lidas.
    I - PILCHA MASCULINA
    a) BOMBACHAS:
    1) Tecidos: brim (não jeans), sarja (lã), linho, algodão, oxford, microfibra.
    2) Cores: claras ou escuras, sóbrias ou neutras, tais como marrom, bege, cinza,
    azul-marinho, verde-escuro, branca, fugindo as cores agressivas, fosforescentes,
    fugindo das cores contrastantes e cítricas, como vermelho, amarelo, laranja,
    verde-limão, cor-de-rosa.
    3) Padrão: liso, listradinho e xadrez discreto.
    4) Modelo: cós largo sem alças, dois bolsos na lateral, com punho abotoado no
    tornozelo.
    5) Favos: O uso de favos e enfeites de botões (devem ser do tamanho daqueles
    utilizados nas camisas, vedados os de metal) depende da tradição regional. As
    bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Quando usar favos,
    deverão ser da mesma cor e tecido da bombacha. Os desenhos serão idênticos
    em uma e outra perna
    6) Largura: com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da
    cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombachas no tamanho 40,
    automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de
    40 cm de tal forma que não seja confundida com uma calça.
    7) Uso: As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas
    8) Vedações: É vedado o uso de bombachas plissadas e coloridas.
    b) CAMISA:
    1) Tecido: preferencialmente algodão, tricoline, viscose, linho ou vigela, microfibra(
    não transparente), oxford.
    2) Padrão: liso ou riscado discreto
    3) Cores: sóbrias, claras ou neutras, preferencialmente branca. Evitando cores
    agressivas e contrastantes.
    4) Gola: social (ou seja, abotoada na frente, em toda a extensão, com gola atual,
    com punho ajustado com um ou mais botões).
    5) Mangas: longas ou curtas.
    6) Camiseta de malha ou camisa de gola pólo: exclusivamente para situações
    informais e não representativas. Podem ser usadas com distintivo da Entidade,
    da Região Tradicionalista e do MTG.
    7) Uso: sempre por dentro das bombachas.
    8) Vedações: Vedado o uso de camisas de cetim e estampadas.
    c) BOTAS:
    1) Material: de couro liso
    2) Cores: preto, marrom (todos os tons), amarelo(baia) ou couro sem tingimento.
    3) Cano: a altura do cano varia de acordo com a região. Normalmente o cano vai
    até o joelho.
    4) Solado: o solado pode ser de couro ou borracha com altura máxima de um
    centímetro. (em vigor a partir de 1º de janeiro de 2012).
    5) Vedações:
    - o uso de botas brancas;
    - as fabricadas de borracha ou lona;
    - quaisquer tipos de bordados ou palavras escritas nas botas;
    - dobrar o cano da bota.
    d) CINTO (GUAIACA):
    1) Material: de couro.
    2) Guaiacas: de uma a três guaiacas internas ou não.
    3) Fivelas: uma ou duas fivelas frontais com, no mínimo, sete cm de largura.
    4) Cinto de couro cru: com ou sem guaiacas, mas sempre com uma ou duas fivelas
    frontais com, no mínimo, sete cm de largura.
    5) Vedação: Cinto com rastra (enfeite de metal com correntes na parte frontal).
    e) CHAPÉU:
    1) Material: de feltro ou pelo de lebre.
    2) Abas: a partir de 6 cm.
    3) Copa: de acordo com as características regionais.
    4) Barbicacho: de couro ou crina, podendo ter algum enfeite de metal e, ou fivela
    para regulagem.
    5) Vedação: chapéus de couro, palha, ou qualquer material sintético. É vedado o
    uso de boinas e bonés
    f) LENÇO:
    1) Cores: vermelho, branco, azul, verde, amarelo e carijó (nas cores citadas e
    ainda, marrom e cinza).
    2) Tamanho: no caso do uso com algum tipo de nó, com a medida de 25 cm a partir
    deste. Com o uso do passador de lenço, com a medida de 30 cm a partir deste.
    3) Passadores: de metal, couro ou osso.
    g) FAIXA:
    1) Uso: opcional.
    2) Cor: lisa, na cor vermelha ou preta de for de lã. Bege cru se for de algodão.
    3) Largura:, de 10 a 12 cm.
    h) FACA:
    1) Uso: é opcional para todas as categorias, vedado para a prova de gineteada e
    para menores de 15 anos de idade.
    2) Tamanho: de 15 a 30 cm de lâmina
    i) TIRADOR:
    1) Uso: opcional, exceto para pealar.
    2) Modelo: substituirá o cinto quando tiver um reforço na parte superior (cintura)
    imitando um cinto, com ou sem guaiacas e com, no mínimo, uma fivela de
    tamanho grande (5 a 7cm).
    j) ESPORAS:
    1) Uso: obrigatório para as categorias de rapaz, peão, senhor e veterano.
    Facultativo para as demais categorias.
    2) Cuidado: Sempre usadas nos calcanhares.
    3) Vedação: as rosetas pontiagudas.
    II - PILCHA FEMININA
    a) BOMBACHAS:
    1) Tecidos, cores e Padrão: igual às masculinas.
    2) Modelo: Pode ser de estilo feminino, ou seja, com abotoaduras laterais, com ou
    sem bolsos.Com punho abotoado no tornozelo.
    3) Favos: opcional. O uso de favos e enfeites de botões (devem ser do tamanho
    daqueles utilizados nas camisas, vedados os de metal) depende da tradição
    regional. As bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Quando
    usar favos, deverão ser da mesma cor e tecido da bombacha. Os desenhos
    serão idênticos em uma e outra perna.
    4) Largura: A largura das bombachas, na altura da perna, será, aproximadamente,
    a mesma largura da cintura.
    5) Uso: As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas
    6) Vedações: É vedado o uso de bombachas plissadas, bordadas, com pregas
    costuradas e coloridas.
    b) CAMISA:
    1) Corte: pode ter características femininas, inclusive com rendas, babados, etc.
    2) Tecido, padrão, cores, gola, mangas: igual às masculinas
    3) Camiseta de malha ou camisa de gola pólo: exclusivamente para situações
    informais e não representativas. Podem ser usadas com distintivo da Entidade,
    da Região Tradicionalista e do MTG.
    4) Uso: sempre por dentro das bombachas.
    5) Vedações: Vedado o uso de camisas de cetim e estampadas.
    c) BOTA: mesmas características da masculina.
    d) CINTO (GUAIACA):
    1) Uso: opcional.
    2) Características: mesmas do cinto masculino.
    e) CHAPÉU:
    1) Características: mesmas do masculino, inclusive para o barbicacho.
    2) Vedação: chapéus de couro, palha, ou qualquer material sintético. É vedado o
    uso de boinas e bonés.
    f) LENÇO:
    1) Uso: opcional.
    2) Características: mesmas do masculino.
    g) FAIXA:
    1) Uso: opcional.
    2) Características: mesmas do masculino.
    h) FACA:
    1) Uso: opcional.
    2) Características: mesmas do masculino.
    i) TIRADOR:
    1) Uso: opcional, exceto para o pealo.
    2) Características: mesmas do masculino.
    j) ESPORAS:
    1) Uso: opcional.
    2) Características: mesmas das masculinas.
    k) OBSERVAÇÃO: Aconselha-se que, quando a prenda for montar com vestido ou
    saia, ela use o selim e não as montarias convencionais.
    Art. 4º - DA PILCHA PARA A PRÁTICA DE ESPORTES
    I - PILCHA MASCULINA
    a) Obedece as prescrições da pilcha masculina para as atividades campeiras.
    b) O uso do chapéu é opcional em todas as situações.
    c) É vedado o uso de boinas e bonés.
    d) É vedado o uso da faca.
    II - PILCHA FEMININA
    a) Obedece as prescrições da pilcha feminina para as atividades campeiras, sendo
    permitido o uso dos demais trajes femininos descritos nestas diretrizes.
    b) O uso do chapéu é opcional em todas as situações.
    c) É vedado o uso de boinas e bonés.
    d) É vedado o uso da faca.
    Art. 5º - INDUMENTÁRIA ALTERNATIVA FEMININA:
    I - Conforme determinação da Convenção Tradicionalista Gaúcha, cada Região
    Tradicionalista poderá definir trajes alternativos para uso feminino a serem
    utilizados nas seguintes ocasiões:
    a) Para situações de trabalho e ou informais;
    b) Nas atividades campeiras, participação em eventos campeiros, seja como
    concorrente, atividades de organização e serviço de secretaria nos rodeios;
    c) Nas atividades esportivas e para a prática dos esportes campeiros tradicionais;
    d) Nas atividades ligadas ao CTG núcleo de fortalecimento da cultura gaúcha,
    quando a atividade for realizada em áreas externas;
    e) Na fase campeira do Entrevero Cultural de Peões;
    f) Para atividades festivas diurnas (sem baile) nos CTGs e FECARS;
    g) Para exclusiva visitação em eventos como o ENART, Rodeios Artísticos,
    Festejos Farroupilhas e outros.
    II – Estes trajes não poderão ser utilizados nas seguintes ocasiões:
    a) Em situações que tenham caráter de formalidade;
    b) Em competições artísticas e, ou culturais,
    c) Em palestras, cursos tradicionalistas, seminários;
    d) Nas reuniões do Conselho Diretor, de Coordenadores, Encontros Regionais;
    e) Na Ciranda Cultural de Prendas, e no Entrevero Cultural de Peões, exceto na
    parte campeira;
    f) No ENART, quando for concorrente, avaliadora ou apresentadora de palco;
    g) Nos Congressos e Convenções Tradicionalistas;
    h) Em bailes, fandangos e domingueiras.
    III – Características gerais dos trajes alternativos:
    a) Vestimenta assemelhada ao vestido, com ou sem casaquinho;
    b) Saias calças com peça sobreposta que imite saia;
    c) Camisa com ou sem botões dianteiros, com ou sem gola;
    d) O calçado será sapatilha, botinha ou bota tradicional
    IV – Situações especiais:
    a) A BOMBACHA FEMININA é um traje alternativo para ser usado apenas em
    eventos campeiros, esportivos, ou como uniformes para grupos de dança nas
    situações informais.
    b) OS ABRIGOS não substituem os trajes alternativos. Eles somente serão
    utilizados como uniformes das entidades, para passeios ou situações informais.
    V – A aprovação dos trajes alternativos:
    a) As regiões tradicionalistas poderão criar trajes alternativos para uso feminino,
    aprovando-os em primeira instância nos Encontros Regionais;
    b) Os trajes aprovados no nível regional serão encaminhados à Diretoria do MTG
    que, após parecer da Vice-presidência de Cultura, os apresentará para análise e
    aprovação, ou não, no Conselho Diretor;
    c) Os trajes aprovados pelo Conselho Diretor poderão ser utilizados pela RT
    proponente e por qualquer tradicionalista, nas situações descritas nestas
    diretrizes;
    d) Qualquer RT poderá adotar o uso de traje proposto por outra RT, depois de
    comunicar à Diretoria do MTG.
    VI – O registro dos trajes alternativos aprovados
    a) A diretoria do MTG é responsável pelos registros dos trajes aprovados, na Vicepresidência
    de Cultura;
    b) Após o registro, a Diretoria disponibilizará, no site do MTG, a descrição do traje
    aprovado;
    c) Até julho de 2011 foram aprovados trajes alternativos propostos pelas 1ª, 4ª, 5ª,
    6ª e 13ª RTs.
    Art. 6º - É vedado o uso de “piercing”, brincos e outros adereços metálicos ou não,
    encravados na pele por parte dos peões, assim como o uso de “piercing” exposto, também
    pelas prendas. Vedados, igualmente, as tatuagens expostas, em qualquer parte do corpo.
    Art. 7º - Estas diretrizes entram em vigor nesta data.
    Taquara, RS - 76ª Convenção Tradicionalista Gaúcha – 29 de julho de 2011.


    Fonte: Site Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG.