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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

CÓLICAS

As cólicas começam por uma dor abdominal de origem situada quase sempre no nível do tubo digestivo. O cavalo tem dor de barriga, "Raspa" o sol com as mãos, dá coices, olha o flanco, se agita, se deita, se rola, transpira, se mantém em posição de urinar ou defecar, exterioriza o pênis (caso do macho), Fica em posição de cão sentado e apresenta os olhos vermelhos. Mesmo se na maioria dos casos, elas se resolvem rapidamente, as cólicas são em todo o caso, causas freqüentes de mortalidade.
Para entender melhor as causas das cólicas, temos que conhecer a anatomia do cavalo que não foi nenhum presente na concepção do tubo digestivo! Entender essa anatomia nos permitirá de entender melhor os diversos tipos de cólica e suas origens.
Os estômago do cavalo apresenta duas particularidades: ele é muito pequeno em comparação ao cavalo adulto (o seu volume não passa os 15 - 16 litros) e sua entrada é formada de um esfíncter chamado cárdia que permanece sempre fechado impedindo o refluxo, qualquer regurgitação (volta dos alimentos à boca para melhor mastigação) de gás ou liquido: assim o cavalo não pode vomitar. Se por acaso ele absorve uma quantidade grande demais de água ou comida, o estômago se distende o cárdia se fecha, o que provoca uma grande dor: poderá então ocorrer ruptura estomacal com conseqüente de morte do animal. Más a presença de úlceras gástricas sobre sua parede não é rara. - sobre tudo para os cavalos estressados - e isso pode produzir cólicas reincidentes.


Um pouco de Anatomia
O intestino delgado é um cilindro bem comprido, bastante móvel (24 metros em media) suspendida na cavidade abdominal pelo mesentério, rico em vasos sanguíneos. As cólicas resultadas dessa parte do intestino são, a maior parte das vezes, muito graves. Podem ser o resultado de uma torção em volta do mesentério, de uma lesão de um vaso por parasitas, de um excesso na alimentação ou de uma infecção. No Garanhão, a passagem de uma asa do intestino delgado na região do testículo provoca uma hérnia inguinal.
O Cecum é um comprido tanque de 35 litros, pouco móvel que recebe o intestino delgado. É aí que leva cabo a digestão da forragem. Está fixada na parede direita do flanco. pode ser o objeto de fermentação excessiva que leva a uma importante dilatação. Também pode se torcer e ser o lugar de uma importante sobrecarga alimentícia.
O colon sai do cecum formando o grande conduto cheio de relevos de um volume de mais de cem litros para um largo de 8 metros. Apresenta certas partes estreitas onde podem se acumular grandes quantidades de comida. Esse tipo de cólica, também chamada "compactação", é freqüente em cavalos que comem muita palha o com falta de exercício. Já que o colon é muito móvel pode mudar de lugar ou se torcer. Certos corpos estranhos podem se encontrar no nível do colon e provocar cólicas. Desse modo, cavalos criados em campos areados podem ingerir uma quantidade impressionante  de areia que se acumula no colon e provocando uma obstrução. Antes, as cólicas eram uma fatalidade. Hoje em dia, os progressos da medicina veterinária nos permitem olhá-las de uma maneira mas otimista. Duas orientações são então recomendadas: o tratamento médico ou, se necessário, a operação cirúrgica.

Que Tratamentos?

As cólicas benignas são as mas freqüentes. Se trata na maioria das vezes de um síntoma doloroso causado pelo stress ou a uma sobrecarga alimentícia no nível do intestino grosso. O tratamento é clássico. Ele consiste em por o cavalo a dieta, fazer ele caminhar para melhorar a movimentação do estomago e a utilização, as vezes de antiinflamatório para aliviar. Tem que evitar que o cavalo se role para que as porções más móveis se mecham ou se torçam. O veterinário lhe dará, se for preciso pelo médio de uma sonda, azeite de parafina para a ajuda da , reabsorção de uma eventual compactação.
Em certos casos mais raros, assim como uma deslocação do colon que pode ir se agarrar em cima do fígado ou no caso de cólicas de origem infecciosa, se precisa de um tratamento médico mas seguido e importante.
O cavalo tem então que se dirigir a unidade de cuidados intensivos de um centro especializado. aí, ele será aliviado e reidratado. Será posto sob perfusão e um tubo será posto dentro do nariz até o estômago para permitir a regurgitação dos gazes, dos alimentos ou líquidos. Medicamentos contra a dor serão subministradas. No caso de uma doença infecciosa, o animal será posto sob antibióticos a forte dose. Se o problema não pode ser resolvido com medicamentos, no caso por exemplo de uma torção, de uma deslocação importante ou de uma hérnia inguinal, o cavalo deverá ser operado. Uma incisão é feita no meio da barriga e a porção de intestinos atingida é removida, as vezes vários metros são retirados se essa porção é inviável.

A Intervenção Cirúrgica

O cavalo é então deixado na cocheira durante uns 90 dias com um passeio diário na mão para permitir a cicatrização correta da parte abdominal. A volta ao trabalho será para mais ou menos uns 6 meses depois da cirurgia. A taxa de êxito dessa operação está situadas entre 20 e 85% isso variando com a gravidez da lesão.
As complicações são freqüentes: pode acontecer um rompimento da ferida cirúrgica, uma infecção, um trânsito digestivo que não volta ao normal, aguamento...
Por isso é muito importante, se o seu veterinário acha que é necessário, de levar o seu cavalo numa clínica especializada. A rapidez da decisão é um fator primordial a favor do sucesso. Muitos animais já foram operados e vários deles até voltaram ao mais alto nível da competição.



Tipos de Cólica

1- CÓLICA GASOSA: É uma dilatação do estômago produzida pela ingestão de alimentos fermentáveis ou processos obstrutivos na região do piloro (passagem estômago-intestino delgado). É de grande incidência nos haras, devido ao excesso de alimentos. Nunca é causada pelo produto e sim pelo modo como ele está sendo utilizado.
Os eqüinos, como vimos, tem o estômago pequeno e o hábito de comer pouco e varias vezes ao dia. Quando fica muito tempo sem se alimentar, ao ser fornecida uma quantidade errônea de ração, o animal ingere um volume que muitas vezes não está condizente com a sua atividade (pouco exercício), advindo a cólica. Muitas vezes, o volume de ração que se está fornecendo a um animal sob atividade intensa , sem causar problemas, pode ser demais para uma atividade menor. Logo, o criador deve relacionar o volume de ração com a atividade do cavalo, que pode ser: Manutenção, trabalhos leve, moderado e pesado, ou condicionamento (ganhar peso). A cólica gasosa pode advir da ingestão de alimentos grosseiros (grão de milho ou capins em estágio avançado de desenvolvimento). Ingeridos em grande quantidade em decorrência da fome, obstruem o piloro, fermentam o alimento e formam gases, dilatando o estômago. A água é de extrema importância aos eqüinos. Sua restrição somente deve ocorrer após os exercícios. No mais, ela auxilia a digestão e o trânsito do bolo alimentar pelo trato digestivo, além de compor 70% do organismo animal.
2- ESPASMO GÁSTRICO:É um tipo de cólica que ocorre devido à ingestão de água fria após exercícios. É uma vasoconstrição com diminuição da irrigação sanguínea do estômago (isquemia). Sempre aguarde 40 minutos para fornecer água aos animais que estejam praticando exercícios.
3- TORÇÃO DO INTESTINO DELGADO: É uma cólica causada pelas alterações dos movimentos intestinais, cujas causas são as mais cariáveis possíveis (diarréias, movimentos intestinais bruscos, etc...). Os eqüinos possuem outra característica anatômica do trato entérico, que são fortes movimentos e poucos pontos de fixação do intestino no organismo, levando-os a propensão às torções (nó nas tripas). Após ocorridas, elas prejudicam a irrigação dos tecidos e quanto mais próximas do estômago, mais graves serão.
O diagnóstico desse tipo de cólica é difícil. O único tratamento é a cirurgia até 6/8horas, após o inicio da cólica. Depois deste período, o processo é irreversível causando a morte.
4- TORÇÕES E DESLOCAMENTO DO INTESTINO GROSSO: Semelhante à descrita anteriormente (torção), só que ocorrerá no intestino grosso, causando a obstrução da passagem do conteúdo intestinal e suprimindo a irrigação sanguínea, com a conseqüência morte dos tecidos.
Os deslocamentos do cólon em 360° são incontroláveis e os animais morrem em poucas horas.
5- COMPACTAÇÃO: São acúmulos de alimentos que ocorrem em qualquer parte do trato intestinal, ocasionando bloqueio total ou parcial ao livre trânsito do conteúdo intestinal. Geralmente são ocasionados por alimentos de baixo valor nutricional, associados à baixa digestão de água, ou água com areia.
6- TIMPANISMO: É o acúmulo de gases devido à fermentação dos alimentos, ocasionando distensão intestinal.
Timpanismo intestinal primário:
Pode ser ocasionado por fermentação de alimentos ou excesso destes, ocorrendo ao nível do intestino.
Timpanismo Cecal:
É causado por fermentação dos alimentos (excesso ou alimento deteriorado) e alterações do peristaltismo (provendo de causas desconhecidas).
7- ESPASMO INTESTINAL: É uma contração da musculatura da parede do intestino, produzindo isquemia (falta de sangue), cujas causas são alterações neurovegetativas (nervosas).
8 - CÓLICA TROMBOEMBÓLICA (Coágulo): É ocasionada por larvas do verme Strongylus vulgares que bloqueiam total ou parcialmente os vasos sanguíneo, afetando a irrigação sanguínea com a conseqüência necrose (morte) dos tecidos.
9- ENTEROLÍTIASE (pedras, cálculos..) É a obstrução do intestino por enterólitos (pedras), que se formam por deposição de minerais, tendo no centro fragmentos de metais, pequenas pedras ou partículas de madeira, barbantes, etc...
Quando estas "pedras" se localizam no cólon menor ou no cólon transverso, causam obstrução, levando o animal a morte. Um enterólito possui o tamanho normal de uma mão de adulto fechada e é o agente causador da cólica, podendo matar o animal.

NA ESPERA DO VETERINÁRIO
A- Caminhar com o animal para eliminar os gases (isto se o processo estiver no inicio)
B- Colocar o animal em local aberto para evitar que se machuque
C- Dar analgésico antiinflamatório, por exemplo Banamine 

D- Dar via oral - boca - um frasco de leite de magnésia E- Dare via oral, dois frascos de antifermentativo, tipo Blotrol F- Caso haja alguém com experiência, passar a sonda nasogástrica e realizar a lavagem estomacal.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ciclo reprodutivo nas éguas


As éguas são poliéstricas estacionais, ou seja, possuem estações ovulatórias e anovulatórias que estão associadas respectivamente com dias longos e curtos. Assim a maioria das éguas ciclam nos períodos em que os dias são mais longos (primavera e verão), e entram em inatividade sexual , o anestro, no outono e inverno. O ciclo consta de dois componentes, o estro, onde a égua aceita o garanhão e ovula, ou seja, libera o óvulo para ser fertilizado pelos espermatozóides, e o diestro que é o período entre a ovulação e um novo cio.
      O ciclo ovulatório da égua tem em média 21 dias de duração, sendo 14 dias de diestro e sete dias de estro (cio), já as ovulações ocorrem geralmente no penúltimo dia do cio, mas isso varia muito entre os animais.
      Durante o cio, A égua se posiciona para urinar, eleva a cauda, libera pequenas quantidades de urina e expõe o clitóris através de contrações rítmicas e prolongadas. É nessa fase que a égua aceita a monta do garanhão.
      Apesar de o sêmen de alguns reprodutores sobreviverem por mais de 48 horas no útero das éguas, o ideal É que o intervalo entre as coberturas não ultrapassasse esse intervalo. O exame ginecológico das éguas por palpação retal e ultra-sonografia, realizado por um médico veterinário, possibilita que as éguas sejam cobertas o mais próximo possível do momento da ovulação evitando o desgaste do reprodutor e também diminui os riscos de endometrite pós-cobertura, uma inflamação uterina que algumas éguas apresentam por acumular os resíduos de sêmen e se agrava quando a égua é coberta várias vezes.
      A gestação normal da égua dura em média 330 dias, podendo variar de 315 à 360 dias. O diagnóstico da gestação pode ser feito precocemente através de ultra-sonografia, por via retal, 14 dias após a ovulação. Ao se diagnosticar a gestação o mais cedo possível se possibilita que as éguas que não emprenharam sejam observadas com maior cuidado para serem cobertas no próximo cio ou ainda serem manipuladas através de hormônios para que entrem em cio mais rapidamente. O exame ultra-sonográfico precoce também permite diagnosticar gestações gemelares, indesejadas em eqüinos pois têm alta taxa de aborto e os potros que nascem geralmente não sobrevivem. Nessa fase é possível esmagar um dos embriões deixando o outro nascer, fazer uma restrição alimentar para que somente um embrião sobreviva ou abortar a égua para que ela seja coberta novamente.
      O “cio do potro” é o primeiro cio pós-parto. Normalmente ocorre de 5 a 15 dias após o parto, mas algumas éguas podem apresentar cio até 45 dias após o parto ou apresentar cio silencioso. O cio do potro deve ser usado quando não houver complicações no parto e período pós-parto, ou seja, se não houve retenção da placenta ou presença de corrimentos.
      Os problemas mais comuns que interferem no ciclo estral podem ser de origem ovariana ou uterina. Os problemas ovarianos incluem tumores e hematomas ovarianos, entre outras. De origem uterina estão as endometrites como causa direta, endometrioses e cistos endometriais como causas indiretas. Além disto, podem ocorrer as perdas embrionárias e fetais, interrompendo a gestação. As causas das perdas embrionárias e abortos podem ter origem infecciosa.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Parabéns Dudinha!!!

Valeu Dudinha!
A disputa foi grande, mas você foi calma, corajosa e conquistou o primeiro lugar no laço prenda pela primeira vez! 
PARABÉNS PELA CONQUISTA! 
Te amamos!


Tabela de Vacinação

Aos interessados, segue abaixo tabela simples de vacinação de cavalos, com as principais vacinas a serem aplicadas, e as mais comuns. 

Doença
1ª dose (idade)
Reforço
Frequência
Influenza
5 meses
Após 30 dias
Anual
Encefalomielite
6 meses
Após 7 dias
Anual
Leptospirose
6 meses
Após 15 dias
Anual
Tétano
6 meses
Após 30 dias
Anual
Raiva
6 meses
Sem reforço
Anual
Rinopneumolite (aborto eqüino a virus herpesvirus)
6 meses
Após 30 dias
Éguas prenhes: 5°, 7° e 9° mês de gestação, demais anualmente.




Como tudo começou...

Um dia muito frio, 16 de junho de 2008 nasceu a cria da nossa primeira égua crioula, eu a esperava muito, pois seria um presente para mim...
Nasceu então dentro do banhado, local onde a mãe dela escolheu para dar cria, uma potra gateada bragada linda a qual colocamos o nome de Querida.
No dia seguinte ao nascimento quando o Vando foi tratar a Terra Negra (mãe), ela estava deitada e não levantava, muito fraquinha. Ele me ligou e eu não pensei duas vezes, saí correndo do trabalho e fui vê-la. Chegando lá enrolei-a em um edredon que tinha pego na casa da minha mãe, tiraram  leite da égua e fiquei dando na boca dela com uma seringa. 
Quando o veterinário chegou disse que não tinha mais o que fazer, que provavelmente ela estava com pneumonia por ter nascido naquela noite fria e dentro do banhado. Mesmo assim aplicamos medicamentos e ficamos esquentando ela... Infelizmente naquela tarde ela se foi... junto com ela a minha alegria de tê-la comigo, ficando a tristeza de vê-la partir...
No dia 28 de junho, 11 dias após, meu aniversário, recebi um presente do meu marido... Magrela, peluda, mas com aquele olhar meigo e cativante, ela, ARC Passion,
A partir deste dia descobri como é amor por um cavalo, ela me mostrou que cavalos são mais que amigos, que companheiros, que parceiros... 
Não esqueci a Querida, pois ela veio até nós com algum propósito, se ela não tivesse nascido quem sabe, hoje eu não teria a felicidade de ter a minha ARC Passion.
Égua da qual nunca mais me separei desde então, ela que me enche de alegria por ser como é, por ter me dado um presente no dia 13/12/2010, uma potra gateada, linda, que herdou todas as qualidades de sua mãe... mansidão, a calma...
A ela, ARC Passion, quero agradecer todos os momentos bons que passamos juntas, que nestes três anos e meio não foram poucos. Nos desfiles, cavalgadas, torneios, passeios, nas vezes que ela chega na porta da casa e me pede um pãozinho, nas vezes que me faz carinho... tenho orgulho de você minha baia!!





segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Boa noite amigos! 

Estamos retornando depois de um período sem postagens.
Queremos pedir desculpas e dizer que estaremos atualizando nosso Blog e aceitamos sujestões de post's de vocês. 
Tenham uma ótima semana! 
Abraço de toda a família Del Cielo!


"Vamos voltando a galope, no lombo de uma baia bem mansa, aquela das confianças que igual jamais terá!"
Deise Machado



sábado, 8 de outubro de 2011

E aquele Dente de Lobo

Na minha última postagem falei sobre o problema da minha égua Espora por causa dos Dentes de Lobo.
Ela passou por uma avaliação no Hospital Veterinário da Ulbra onde foi feito o procedimento de revisão de toda a arcada dentária onde marcamos a extração dos dois Dentes de Lobo.
A extração foi feita na última quarta-feira, por uma veterinária especialista em Odontologia Equina, como os dentes eram grandes foram feitos dois pontos em cada extração.
Depois que divulguei a matéria sobre o Dente de Lobo, muitas pessoas acharam interessante, pois não tinham conhecimento sobre este tipo de dente que pode aparecer nos cavalo. 
Mais uma vez, quero reforçar sobre a importância da avaliação sempre que notarem reações estranhas nos cavalos, pois isto é sinal que algo está errado com eles. 

Estou torcendo que ela se fique boa logo para que possa montar e laçar com ela.